Entrevista com CHARLIE BEWLEY para revista glamour
Eu não era fã. Eu só não conseguia superar esse grande ego masculino, não poderia haver alguém tão belo no mundo além de mim (risos).
O que atraiu você para o papel de Demetri?
Com Demetri, eu sabia que eu poderia trazer algo para esse personagem que ninguém mais poderia; uma certa energia, chama e carisma que eu pude trazer a ele e torná-lo meu.
Como foi entrar no elenco do segundo filme sendo uma pessoa de fora?
Muitas pessoas me entenderam mal quando eu disse que era difícil entrar num grupo de atores dessa forma e eles acharam que todo o cliché de Hollywood era o problema, mas a verdade é que com Crepúsculo você tem um fenômeno que só existe há um ano e todos eles passaram por isso juntos; seis ou sete dos atores desse filme passaram por essa enorme quantidade de atenção do mundo e eles precisaram unir-se; eles não tiveram escolha, gostassem uns dos outros ou não. E entrar no set de um filme com um perfil tão alto e esperar apenas chegar e dizer ‘bate aqui’, isso não é lógico e não é da natureza humana, levam dois ou três dias para que as pessoas se ajustem a personalidade de alguém, ao seu senso de humor, etc.
Algum dos seus colegas de elenco deu algum conselho a você sobre como lidar com toda essa propaganda, pois Robert Pattinson, especialmente, tem muito com o que lidar?
Eu acho que o Rob está lidando com isso muito, muito bem. Quero dizer, visto que ele é a pessoa mais fotografada do mundo e visto que ele não pode aparecer na porta de casa. Quando eu falo com o Rob, ele não parece ter mudado muito desde quando eu o conheci ou pelo o que eu vi sobre ele em entrevistas antes disso. Ele ainda é uma pessoa muito centrada, alguém que gosta muito do que está fazendo e um ávido músico, então eu acho que ele está fantásticamente bem. Se ele me deu algum conselho? Na verdade não. Eu acho que cada um lida com isso da sua própria maneira.
Você teve muitos problemas com as fãs durante as filmagens?
Eu entrei em toda essa coisa dos fãs, mas não da mesma forma que o Rob. Essa é a minha postura sobre isso tudo: você precisa tentar usufruir dessa experiência, pois as pessoas não agem assim com tudo e você é abençoado por fazer parte de algo que atrai tanta atenção, então, sabe, devolva aos fãs tanto quanto possível por essa razão. Apenas um exemplo, quando nós estávamos filmando na Itália, num povoado muito pequeno e rústico, no topo de um maravilhoso vinhedo em Toscana, nós tivemos um set de filmagens lá por uma ou duas semanas em Junho. Por causa disso, 5000 crianças quebraram os seus cofrinhos e pararam as suas vidas naquele antigo vilarejo, e isso tornou aquela experiência — eu me senti muito muito famoso naquela semana. Eu me senti parte da realeza. O tratamento que nós recebemos lá fora foi o melhor tratamento humano dos fãs para com a equipe.
Qual foi a melhor coisa que aconteceu a você desde que você foi escolhido para fazer Lua Nova?
Eu acho que a experiência em Montepulciano. A filmagem na Itália — eu na verdade escrevi um pequeno artigo sobre isso que eu espero que seja publicado. Eu realmente não consigo colocar em palavras. Eu preciso realmente me sentar e pensar na incrível experiência que aquilo foi.
Você mencionou escrever. Isso é algo que você gostaria de fazer com mais frequência?
Quando eu passo por uma experiência como essa, eu acho que ela merece ser imortalizada através da escrita. Houveram alguns momentos em que eu passei por situações muito sofridas e eu senti que precisava escrever sobre aquilo. Eu fiz um triathlon no México, mas eu fiz sozinho e foi algo muito emocionante aquilo pelo que eu passei, foi fisicamente exaustivo, mas a recuperação emocional que veio disso – eu precisei escrever sobre aquilo.



